François Muleka, franco-difusor de perfumes

28/01/2012

Esta semana, em algum momento, reiterei a percepção de que músico bom é também gente boa. O ser humano que faz o som faz o som ser humano. Negro-beleza, papai recém-nascido, Fortunato, como me disse que se chamava quando cruzei com ele por acaso da vida perto de um ensaio de maracatú há uns dois anos. François (Françuá) de batismo, filho de africanos, figura ímpar pela translucidez numa ilha que vi esta semana ser chamada de vaidosa. É, além de tudo o mais, produtor. Em 2011 trouxe a Fpolis o espetáculo… (clique no link abaixo e siga a leitura).

François Muleka, franco-difusor de perfumes.

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Floripa Jam no Catarse

25/01/2012

Embarquei (eu, Felipe Obrer, autor deste blog) numa empreitada gregária: o financiamento colaborativo do projeto Floripa Jam no Catarse. Fiz uma revisão criativa do texto que estava lá, o Marinho Freire Costa, que é o proponente, topou a idéia, e agora o que está no ar é renovado e tem um quê a mais de poesia. Quem tiver curiosidade, pode conferir neste link. E, se brotar alguma lágrima e motivar colaborações, missão cumprida. A partir de R$ 10 já vale! Há brindes em contrapartida e os apoios têm faixas que vão dos 10 aos 5.000 reais. O apoio pode vir tanto de pessoas físicas, diretamente interessadas em fazer acontecer o projeto, quanto de empresas, para as quais as contrapartidas em forma de visibilidade de marca e mídia espontânea podem ser muito compensadoras.

Floripa Jam é uma proposta de realização de jam sessions em espaços públicos da cidade de Florianópolis, com entrada livre e gratuita para o público em geral. A curadoria é do músico e compositor Leandro fortes, e o proponente do projeto, como dito acima, é Marinho Freire Costa. O mérito de iniciar o processo cabe integralmente a eles. Eu entrei com o barco já navegando, e somo minhas remadas ao coletivo.

Para quem não sabe o que é o Catarse, aí vai uma explicação simples: é uma plataforma de financiamento colaborativo, também chamado em inglês de crowdfunding, que permite a captação direta de recursos para a realização de projetos culturais criativos. É muito simples apoiar um projeto, basta acessar o link e seguir alguns passos fáceis, coisa de 5 minutos, se tanto. Pode ser via boleto bancário, operação bancária online ou cartão de crédito. Tudo seguro e confiável, como demonstram os vários projetos que já tiveram êxito.

Para quem ainda tiver dúvidas, é possível acessar este outro link, com um passo-a-passo sobre como contribuir. Vale lembrar que tão importante quanto a contribuição monetária é a disseminação da campanha, então dedos à obra e a palavra é compartilhar.


Cultura em Floripa: grupo é meio de divulgação e proposição de atividades culturais e artísticas na cidade

31/08/2011

 

Floripa não é só praia

 

Está em atividade o grupo Cultura em Floripa, no Facebook, há alguns meses. Suscitou muitas adesões e conta, neste momento, com mais de 700 membros. A participação é aberta.

Lá têm acontecido interações proveitosas entre as pessoas que produzem, divulgam e apreciam a fruição cultural na cidade.

Diz a descrição:

“A finalidade do grupo é servir como meio de divulgação e proposição de atividades culturais na Ervilha da Magia (e nos 3% continentais da cidade também). Vale sempre lembrar que, em Florianópolis, costumamos reclamar muito, mas as coisas acontecem. O que falta é que as pessoas fiquem sabendo e frequentem.

Por favor, um pedido aos membros: ao publicar no mural do grupo, pensar sempre se a postagem cabe no foco que temos por aqui e é, como dito acima, propor e divulgar atividades artísticas e culturais na cidade. Caso o tema seja outro, existem muitos outros lugares adequados. Por aqui, seria interessante mantermos a relevância temática.

A fotografia (por Felipe Obrer) usada na página do grupo é ilustrativa: um bate-estacas que ultrapassa em altura a torre da catedral. Não somos santos, mas vamos fazer mais barulho do que a construção (ci)vil.

É bom ter clareza, também, de que esta rede social é apenas uma parte da internet, e que a internet é apenas uma parte, feita de bits, não átomos, da vida. Convém passar adiante as notícias pessoalmente, sempre! O que nos faz humanos é a presença real.”

Usa Facebook? Quer saber o que está acontecendo na cidade, para além das críticas e do pessimismo ressentido? Quer fazer parte de uma rede que articula ações e fomenta as coisas bacanas que acontecem, desfazendo o mito de que a Ilha de Santa Catarina tem que viver só do turismo de praia? Podemos fazer da cultura, na cidade, um belo atrativo também.

 

Para quem acha que só internet não basta, está em articulação um encontro presencial para breve.


DocBrasil Especial – retrospectiva Thomas Farkas na Fundação Cultural Badesc (julho de 2011)

30/06/2011

Thomaz Farkas (1924-2011)

Recebi do José Rafael Mamigonian. Divulgo porque a programação é interessantíssima.

Abaixo a mensagem dele, seguida da programação:

Neste mês de julho, teremos uma programação especial do DocBrasil onde exibiremos uma retrospectiva integral dos documentários produzidos por Thomaz Farkas.

Trata-se de um conjunto de filmes verdadeiramente incontornável não apenas para a compreensão das manifestações populares no Brasil, como para que conheçamos uma das obras mais íntegras, em seu conjunto, da história do documentário brasileiro.

À exceção de “Viramundo”, todos os filmes terão exibição única e estarão distribuídos ao longo de oito sessões (em 8 dias) durante todo o mês de julho (principalmente às quintas e sextas feiras). A programação inicia-se já neste dia primeiro (amanhã) com filmes dirigidos por Thomaz Farkas, além de um breve documentário sobre ele, dirigido por Walter Lima Jr.

Espero que possam estar presentes na Fundação Cultural Badesc para acompanhar o DocBrasil Especial deste mês. Agradeço se puderem repassar este convite aos seus contatos.

Em anexo está a programação.

abraços, até breve,
José Rafael Mamigonian

A Fundação Cultural Badesc tem a honra de apresentar em julho uma programação especial de documentários com a exibição integral dos filmes produzidos por Thomaz Farkas. Ele disse certa vez que “o filme documentário, porque é uma interpretação e não simplesmente uma descrição do real, pode representar um papel importante no processo cultural. No Brasil, ele adquire um significado mais amplo ainda quando se pensa nas distâncias, não somente geográficas mas também culturais. Como apresentar as diferentes manifestações culturais, ligadas a uma realidade especifica em cada região do país, senão através do filme documentário?” Os filmes que Thomaz Farkas produziu e fotografou nas décadas de 1960 e 1970, e os que realizou na década seguinte, obedecem a este impulso: percorrer mais rapidamente as distâncias culturais e geográficas do país.

 

 

 

 O QUÊ: DocBrasil Especial – “Homenagem a Thomaz Farkas”

 QUANDO: dias 1o, 7, 8, 14, 15, 20, 22, 29 de julho de 2011, às 19 horas        

 ONDE: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto,

               216, Centro, Florianópolis, fone (48) 3224-8846

  QUANTO: Entrada franca

  CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE

Programação

 

 

 

 

Sessão 1 – Thomaz Farkas, documentários

Sexta-feira, 1o de julho de 2011  –  tempo total: 111 minutos

 

Thomaz Farkas, Brasileiro  (dir: Wallter Lima Jr., 2004, 15’)

Curta-metragem que homenageia Thomaz Farkas, o húngaro que, nos anos 1970, tornou-se um dos maiores fotógrafos do nosso país e que, com sua visão muito particular do Brasil, foi capaz de produzir, ao lado de Geraldo Sarno e outros grandes diretores da época, uma série de documentários intitulada “A Condição Brasileira”.

Hermeto, Campeão  (dir: Thomaz Farkas, 1981, 44′)

Fotografias apresentam Hermeto Paschoal em meio aos instrumentos que toca no estúdio em sua casa. Os ensaios onde os sons são descobertos e o improviso dá o tom. Depoimentos de Hermeto sobre a construção autodidata de seu conhecimento teórico sobre música e sua posição política sobre o mercado. Os músicos que integram a sua banda falam sobre o processo conjunto de criação e a admiração que sentem pelo multiinstrumentalista. A criação de Hermeto a partir do sons das abelhas e junto aos sapos. A utilização de objetos inusitados feitos de ferro e o uso do próprio corpo para a geração de novos sons.

Paraiso, Juarez  (dir: Thomaz Farkas, 1971, 6′)

O artista Juarez Paraíso percorre o saguão de entrada do Cinema Tupi, na Baixada dos Sapateiros em Salvador, explicando os elementos que compõem seu trabalho. Construída em 1968, a obra é composta por intervenções no teto e por um grande mural que traz como tema a evolução dos meios de comunicação entre os homens. Matéria do Jornal da Bahia denuncia a retirada do trabalho por um engenheiro, com o objetivo de ceder lugar para a fixação dos cartazes dos filmes da semana.

Todomundo  (dir: Thomaz Farkas, 1980, 35′)

As torcidas de futebol e sua presença nos jogos do Campeonato Brasileiro. A chegada dos torcedores aos estádios, as charangas nas arquibancadas, o problema da superlotação, a ação dos cambistas e a presença da Polícia Militar. O jogo entre o Clube Atlético Mineiro e o São Paulo Futebol Clube pela final do Campeonato Brasileiro de 1977. Momentos de jogo entre a Seleção Brasileira e a Seleção Paraguaia.

Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba  (dir: Thomaz Farkas e Ricardo Dias, 1954-2006, 10′)

Em abril de 1954, no Parque do Ibirapuera, e em razão dos festejos do IV Centenário da cidade de São Paulo, Thomaz Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha com grandes nomes do samba carioca. Este material foi reencontrado 50 anos depois.

À continuação, as demais sessões, com filmes de outros diretores, programadas para o mês de julho de 2011:

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Fotografias da Ilha – exposição de Felipe Obrer no Empório Mineiro – de 27/01 a 19/02

25/01/2011

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A clássica: Ponte Hercílio Luz.

Alusão poética à Ilha de Santa Catarina: Barco de pesca, moça passando e trave de futebol (gol potencial).

Fortalezas coloniais: quartel da tropa, escadaria e pórtico de entrada, paiol da pólvora, casa do comandante, bateria de canhões e gaivota voando, na Ilha de Anhatomirim. Guaritas de observação na fortaleza de Santo Antônio, na Ilha de Ratones.

Cidade de praia: Campeche, Ilha do Campeche, areia, mar e céu com nuvens…

Igrejas: Catedral Metropolitana, no Centro, e Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, em Santo Antônio de Lisboa (foto noturna com cão à contra-luz).

Sorte e frio: Amanhecer invernal na Costa da Lagoa.

Flores silvestres da mata de restinga.

Etc. etc. etc.

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A abertura, sem grande pompa, acontece na quinta-feira, dia 27 de janeiro de 2011. As quintas-feiras são dias de choro ao vivo no Empório Mineiro. As fotos entram oficialmente no cardápiio no meio dessa alegria musical.

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Haverá, expostas, fotografias emolduradas e sem moldura.

Fica o agradecimento à Gi e ao Danilo, proprietários do Empório Mineiro, na Lagoa da Conceição, que abriram o espaço para as imagens que produzo.

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Se referências valem de algo, convém dizer que já tive fotografias publicadas em uma reportagem na Revista da Folha de S. Paulo, e em duas matérias na Revista Problemas Brasileiros, editada pelo SESC e pelo Senac de SP. Além disso faço freelas na área cultural aqui na Ilha mesmo e tenho recebido muitos comentários elogiosos ao meu trabalho.

Costumo publicar na internet quase todas as imagens que produzo, em alta resolução, sob licença Creative Commons que autoriza o uso livre para finalidade não comercial.

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Mais que tudo, agradeço à minha companheira de vida, Joana Knobbe, cuja presença desencadeia processos lindos.
Onde Fica

O Empório Mineiro é o café que fica na parte frontal do Via Lagoa Shopping, na Lagoa da Conceição.

RUA HENRIQUE VERAS DO NASCIMENTO 240 LOJA, 102
Florianópolis – SC, 88062-020
Quando Ir

27/1/2011 a 19/2/2011
Quanto Custa

As fotografias emolduradas, em ampliações de 20x30cm, custam R$ 50. As sem moldura saem por R$22
Link

https://obrer.wordpress.com

Contato

felipeobrer@gmail.com e 48 9992.0794


Artistas catarinenses abordados em livros da coleção Vida e Arte, da Tempo Editorial

26/11/2010

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O lançamento dos primeiros quatro volumes da coleção Vida e Arte, editados pela Tempo Editorial, acontecerá na galeria de arte Helena Fretta, no dia 1o de dezembro, às 19h. Os artistas abordados são Eli Heil (por Regis Malmann), Hassis (por Néri Pedroso), Meyer Filho (por Daisi Vogel) e Paulo Gaiad (por Fifo Lima).

Estão previstos outros lançamentos para o ano que vem.

A iniciativa merece atenção.

Saiba mais sobre os livros:

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O endereço da galeria é:

Rua Presidente Coutinho,516, Centro
Florianópolis, SC, Cep 88015-230
Fone / Fax : (48) 223-0913
Fone: (48) 222-0668

Para quem não conhece, o mapa pode ser útil:


Seminário África: Diálogos entre Literatura, História e Artes

18/11/2010
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Seminário de Formação África: diálogos entre história, literatura e arte.

É um continente que já esteve atrelado ao nosso quando as placas tectônicas ainda não haviam produzido espaço para o oceano entre África e América. Voltou, humanamente, a estar, e está para sempre, é aqui também, assim como o Haiti.

Vale saber mais, e descobrir que as generalizações que ouvimos sempre, como se houvesse um só negro, uma só África, dão conta apenas de criar um estereótipo (diz o José Ângelo Gaiarsa que estereótipo equivale a hábito perceptivo). Talvez participar do seminário sirva para mudar a percepção, perceber a diversidade e abrir algum horizonte em que negro seja nome para etnias várias, multiculturais.

A propósito, vale ouvir Danç-Êh-Sá, antepenúltimo disco do Tom Zé, em que 80% dos ritmos e instrumentos são de origem africana, e cada faixa faz referência a uma revolta de nação africana. O nome do álbum é contração de Dança dos Herdeiros do Sacrifício.

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Para ver a programação, visite o site MuralÁfrica
Para inscrever-se, preencha o formulário acessível neste link.
Para saber o local em que acontecerá, clique aqui e veja mapa.

Estão abertas as inscrições para o Seminário África: diálogos entre Literatura, História e Artes. O evento ocorrerá no dia 19 de Novembro de 2010, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, e as inscrições podem ser realizadas, gratuitamente, através do site:

http://www.muralafrica.ufsc.br/

As atividades acadêmicas e artísticas previstas na programação tratam das representações e influências das culturas africanas no Brasil. Além de temas relativos às culturas da diáspora negra e ao diálogo intercultural entre Brasil e África, o evento é uma oportunidade para um balanço crítico da situação atual desse diálogo. Para tanto, o evento contará com a participação de vários especialistas, dentre professores e pesquisadores da área, a fim de que se realize o debate sobre a literatura e história africana e afro-brasileira.

Mais informações sobre a programação e os certificados no site: http://www.muralafrica.ufsc.br/


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