Três alternativas culturais de quinta (feira) na Ilha

17/11/2010

Como é praxe, o Obrér Cultural se dedica a dirimir a sensação difusa de que nada acontece em Floripa.

Quem ainda não tiver programa para quinta-feira 18 de novembro, pode se alegrar desde já. Pesquisando, é possível encontrar outras opções. Tudo grátis ou bem barato. É só sair de casa e caminhar por aí.

1: O Som do Vazio – Duo A Corda em Si – Mateus Costa e Fernanda Rosa (contrabaixo acústico e voz)

às 12h30, no Projeto 12:30 acústico, no Teatro da UFSC (ao lado da igrejinha)

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2: Ensaio aberto do grupo Cravo-da-Terra – música autoral brasileira – Ive Luna, Tales Custódio, Pedro Cury, Mateus Costa e Rodrigo Paiva (voz, flauta, violino, violão de 7 cordas, contrabaixo acústico, percussão)

às 19h30, na Fundação Cultural Badesc, no Centro

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3: Exibição, no Cineclube Rogério Sganzerla, do filme Phenomena, de 1985, dirigido por Dario Argento.

às 18h30, no auditório Henrique Fontes, no bloco B do CCE da UFSC, com debate após a exibição

clique sobre a imagem para acessar o site do cineclube

Abaixo, leia mais informações sobre os eventos culturais.

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A Menina Boba – projeto de formação e pesquisa cênica

25/05/2010

Recebi da Marília Oliveira. Agradeço e publico:

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Cineclube Rogério Sganzerla – programação gratuita (de abril até junho)

19/04/2010

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Filmes bacanas de graça este mês no SESC Prainha

09/02/2010

Aleluia Gretchen

filme do diretor catarinense Sylvio Back

Dia 10/02 às 20:00, Teatro SESC Prainha. Gratuito.

O terceiro longa-metragem de Sylvio Back traz a marca da controvérsia política que marcaria a obra do cineasta catarinense a partir dessa saga de uma família de imigrantes alemães que fogem da Alemanha nazista e se fixam no sul do Brasil. Para mostrar as ligações da Ação Integralista Brasileira com o Terceiro Reich, ao longo de quatro décadas, o diretor recorre a uma linguagem tão polêmica e ousada quanto o próprio tema. Realizado durante a ditadura militar, em 1976, o filme permanece como um dos pontos altos na carreira de Back, que escreveu o roteiro com o futuro novelista Manoel Carlos, inspirado nas suas memórias e origens culturais. Vale destacar a ótima utilização na trilha sonora de A Cavalgada das Walkírias, de Richard Wagner, em ritmo de rock, em versão do grupo O Terço.

Direção:

Sylvio Back

Elenco: Miriam Pires, Carlos Vereza, Lílian Lemmertz, Sérgio Hingst, Kate Hansen, Selma Egrei, José Maria Santos, Maurício Távora, Narciso Assumpção, Lala Schneider, Sale Wolokita, Lauro Hanke, Edson D’Ávila, Joel de Oliveira, Rafael Pacheco, Abílio Mota e Lorival Gipiela.
Duração
: 118min

Madame Satã

de Karim Aïnouz

Dia 18/02 às 20:00, Teatro SESC Prainha. Gratuito.

Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa vive encarcerado na prisão João Francisco, artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. Após deixar o cárcere, João passa a viver com Laurita, prostituta e sua “esposa”; Firmina, a filha de Laurita; Tabu, seu cúmplice; Renatinho, sem amante e também traidor; e ainda Amador, dono do bar Danúbio Azul. É neste ambiente que João Francisco irá se transformar no mito Madame Satã.

Ficha Técnica

Direção:

Karim Aïnouz

Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 2002
Roteiro: Karim Aïnouz
Música:
Marcos Suzano e Sacha Amback
Fotografia:
Walter Carvalho
Direção de arte: Marcos Pedroso
Edição:
Isabela Monteiro de Castro
Figurino:
Rita Murtinho
Maquiagem: Sonia Penna
Elenco: Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Felippe Marques, Renata Sorrah

Deus e o Diabo na Terra do Sol

filme do diretor Glauber Rocha

Dia 24/02 às 20:00, Teatro SESC Prainha. Gratuito.

O Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca . No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo , porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás. Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo .

Ficha Técnica:

Direção:

Glauber Rocha.

Duração:

2h05min

Origem:

Brasil, 1964.

Roteiro:

Glauber Rocha e Walter Lima Jr., baseado em argumento de Glauber Rocha.
Produção:
Luiz Augusto Mendes.
Fotografia:
Waldemar Lima.
Edição:
Rafael Justo Valverde.
Música:
Heitor Villa-Lobos.

Elenco:

Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Maurício do Valle, Othon Bastos, Lídio Silva, Sônia dos Humildes, Marrom, Antônio Pinto, João Gama, Mílton Roda e Roque.

Fonte das informações:

Setor de Cultura
SESC Florianópolis
(48) 3229-2208 / 3229-2209
Trav. Syriaco Atherino, 100, Centro – 88020-183


O Palhaço e o Jogo – oficina de teatro com a Cia. Traço

08/02/2010

A oficina é gratuita. Os participantes receberão certificado.

Saiba mais sobre a Traço Cia. de Teatro no blog: http://tracoteatro.blogspot.com/. Pelo que se lê ali, a companhia já participou de muitos encontros e faz a palhaçada de forma competente.

Data: terça-feira 9 de fevereiro de 2010

Local: Teatro SESC Prainha. (Travessa Syriaco Atherino, 100 – Centro)

Horário: das 9h às 13h e das 14h30 às 18h30.


Ciclo Adeus Eric Rohmer, grátis esta semana no Museu Victor Meirelles

08/02/2010

clique na imagem para acessar o site do MVM

Reproduzido a partir de mensagem informativa do MVM:


Dias 9, 10, 11 e 12 de fevereiro de 2010 às 18h30

Sala Multiuso do Museu Victor Meirelles

O Projeto Agenda Cultural 2010 apresenta uma programação especial dedicada ao diretor francês Eric Rohmer (1920-2010), recentemente falecido em 11 de janeiro último. A exibição contemplará os Contes des quatre saisons (Contos das quatro estações), filmados por Rohmer ao longo da década de 1990. O evento é uma parceria do Museu Victor Meirelles, da Aliança Francesa e da Cinemateca da Embaixada da França. Todos os filmes possuem legendas em português.

Na abertura do ciclo, na terça-feira, dia 9, após a exibição de “Conto de Primavera” haverá um debate com o cineclubista Gilberto Gerlach. Logo após a sessão de quinta-feira, será exibido o documentário La Fabrique du Conte d´été, dirigido por Jean-André Fieschi em 2005. Trata-se de um documentário sobre o filme Conto de Verão, de Rohmer.

Programação

09 de fevereiro – Conto de Primavera (Conte de Printemps, 1990)

10 de fevereiro – Conto de Inverno (Conte d´hiver, 1992)

11 de fevereiro – Conto de Verão (Conte d´été, 1996), seguido de La Fabrique du Conte d´été (direção: Jean André Fieschi, 2005).

12 de fevereiro – Conto de Outono (Conte d´automne, 1998)

Sobre Eric Rohmer

“Em 1952, Eric Rohmer inicia sua carreira com a realização de Les petites filles modèles que ele não chega a finalizar em virtude de uma produção deficiente. Em 1959, ele efetua um novo ensaio com Le signe du lion com produção de Claude Chabrol. O filme é um fracasso, não se beneficiando do entusiasmo que suscitavam então os filmes da Nouvelle Vague. Será apenas em 1969 que Rohmer chamaria a atenção da crítica com Ma nuit chez Maud, com Jean-Louis Trintignant e Françoise Fabian nos papéis principais. Os temas favoritos de Rohmer aparecem claramente definidos: o sentimento amoroso, a investigação sobre o universo feminino, os reencontros. O cineasta se lança num projeto ambicioso: sob o título de Contes moraux, ele reúne diversos filmes tal qual: La boulangère de Monceau (1962), La collectionneuse (1966) e L’amour l’après-midi (1972). Eric Rohmer gostava de trabalhar em todas as partes de seus filmes: ele escrevia os roteiros perpassados por narrativas com elementos autobiográficos. Fiel na escolha de seus colaboradores, ele convocou diversas vezes o diretor de fotografia Nestor Almendros, figura emblemática da fotografia da Nouvelle Vague. O estilo de Rohmer é bem característico: a ação se desenrola lentamente, os diálogos são simples, os atores não parecem estar sendo dirigidos, como se eles improvisassem serenamente. Cada plano é composto como um quadro, evocando Gauguin e os impressionistas. Ao longo dos anos 1980, Rohmer roda seus novos filmes, Pauline à la plage (1982) ou Les nuits de la pleine lune são saudados pela crítica. No início dos anos 1990, ele empreende um novo ciclo de contos, cada um evocando uma estação, sendo o último, Conte d’automne, lançado em 1998. Mudando completamente o tom em 2000 com L’anglaise et le duc, afresco histórico com o fundo da Revolução Francesa onde uma jovem inglesa fiel ao Rei se eleva por seus ideais. Em 2003, Rohmer realiza Triple agent, história de um casal russo refugiado em Paris após a revolução bolchevique. Último filme, Les amours d’Astrée et Céladon (2007), revisita o mito pastoral de Honoré de Urfé, num quadro onde reinam as crenças e tradições.” (Texto extraído de Ciné-Ressource, catálogo das bibliotecas e arquivos de cinema franceses, do website da  Cinémathèque Française).

Filmografia completa

http://cinema.encyclopedie.personnalites.bifi.fr/index.php?pk=12915

Mais informações: Museu Victor Meirelles
Rua Victor Meirelles, 59 – Centro – Florianópolis (48) 3222 0692
museu.victor.meirelles@iphan.gov.br
www.museuvictormeirelles.org.br


TODAS ESTAS FLORES – Exposição de Marta Martins no Meyer Filho

04/02/2010

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O Instituto Meyer Filho convida para a exposição de Marta Martins: Todas essas flores.

No Memorial Meyer Filho, abertura no dia 8 de fevereiro às 18h!

Praça XV de Novembro, esquina com a Rua Tiradentes.



todas essas flores

Antes do esplendor, a garatuja. Todas essas Flores não tem a ver com quantidade nem variedade, mas com camadas de representação: ato de refazer a semelhança de uma flor com ela mesma. Carece de definir a vaidade, quieta a finitude da vida. Quem sabe, um barroco revisitado de olhos para San Juan de la Cruz? Antes incensos à deriva institucional, envoltórios de espera modelados com lenço umedecido e fios de aço, caixas seladas com cera ou chumbo. Silêncio. Agora um amontoado de pétalas escondidas por formas encrespadas. Embrenhar flores e clarear a solidão parece e ser a condição de uma artista que imensa na arte uma insuportável leveza: Pesadas e inodoras são todas essas flores.

As condições de um pássaro solitário são cinco:

Primeiro, que ele voe ao ponto mais alto;

Segundo, que não anseie por companhia,

nem de sua própria espécie;

Terceiro, que dirija seu bico para o céu;

Quarto, que não tenha uma cor definida;

Quinto, que tenha um canto muito suave.

San Juan de la Cruz (Ditos de amor e luz)

Agradeço à Kamilla Nunes, que enviou as informações por e-mail e é autora do texto.


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