Exposição SEMI ÓTICA – miopia e astigmatismo [de Felipe Obrer]

20/07/2011

SEMI ÓTICA

Miopia e Astigmatismo [de Felipe Obrer]

De 26 de julho a 12 de agosto de 2011

Ver. Visão. Saúde. Um olho é. Dois olhos são. Sãos.

Irregularidades do globo ocular. Nervo ótico. Nervosismo estético.

A volta a um consultório oftalmológico.

A lógica homogeneizadora do olhar humano.

Nitidez reencontrável pelo olho da câmera.

Uma década sem lentes.

Exposição longa e giro da câmera em estágios.

Desacolpamento da cápsula de navegação. Flutuar no vácuo pleno.

Cópula de fótons. Cúpula de bíons.

A transitoriedade da luz.

O encontro com o infinito dentro do finito.

A revelação da realidade fractal.

Corpo da câmera no plexo solar do corpo do fotógrafo.

Fotos de barriga.

Estômago mago. Entropia visual.

Dizem que arte não se explica, mas como gosto das palavras além das imagens, prefiro decodificar um pouco o conceito da exposição, já que a corruptela do título implica algum jogo de significados.

Enquanto ainda diletava na fotografia, experimentei fotografar chamas de três velas no escuro, luzes noturnas da cidade e outras fontes fotônicas. Era algo bastante sem critério, movimentos aleatórios, bagunça pura.

Um dia, lá se vão mais de dois anos, numa festa em que provavelmente o único abstêmio era eu, sentado num extremo do recinto, experimentei colocar a câmera sobre meu peito, para ter estabilidade com o ISO baixo, mas não adiantou muito. A imagem saiu borrada. O que me despertou a curiosidade foi o tempo: o obturador se abriu e, estranhando, comecei a contar… 9, 10, 11, 12… 56 segundos até fechar! Por intuição ou sorte, já não sei, inventei de girar a câmera num ritmo próximo ao da minha respiração lenta. Em estágios, sobre o próprio eixo. Era a descoberta da luz longa.

Desde então passei a experimentar essa pesquisa autônoma, sem referências teóricas. Chamei os resultados de fotos de barriga ou miopia e astigmatismo, problemas oculares que tenho diagnosticados. O tipo de imagem resultante tem me servido também para registrar de maneira não realista, mas sim energética talvez, espetáculos musicais, em que a dinâmica da música se revela mais nas fotografias de barriga do que se fossem meramente ilustrativas.

Não uso óculos há pelo menos dez anos. Inventei todo um discurso para justificar a ausência de correção oftalmológica. Devo ter passado por indiferente a muitas pessoas que, se me cruzaram a mais de três metros de distância, mesmo sendo conhecidas, não reconheci. Também vai se aprofundando uma ruga de expressão no entrecenho, que deriva daquela tentativa constante de ler a placa do ônibus que vem, o quadro nas poucas salas de aula que frequentei ou os outdoors com a publicidade do mundo.

Voltei a um consultório e a dona Célia, nordestina que mora na Ilha há anos, muito competente no que faz, me abriu os olhos. Sem fazer uso, para tanto, daquele colírio horroroso que facilita a medida da pressão intraocular e deixa o paciente suscetível a uma experiência traumática pós-consulta, quase cegado pela quantidade de luz que invade os olhos. De todo modo, constatou o que eu já sabia: tenho bons graus de astigmatismo e miopia, e um eixo bastante divertido. Talvez esta exposição marque o ponto de inflexão, a volta aos óculos, cuja armação já escolhi numa ótica chamada Focco. Assim, com dois cês.

Informações:

Local: Aliança Francesa Florianópolis

Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 282.

Centro – Florianópolis – SC

affloripa@affloripa.com.br

Veja mapa

www.affloripa.com.br

ABERTURA: terça-feira, 26 de julho, às 19h30.

Às 20h, show de bossa nova e jazz com Joana Knobbe e Gustavo Messina.

Apoio (equipamento de som): Escola de Música Rafael Bastos

ENCERRAMENTO: sexta-feira, 12 de agosto

Horário: de segunda a sexta, das 8h às 20h; sábados, das 8h às 11h.

Entrada gratuita.

Realização (convite e acolhida): Aliança Francesa Florianópolis

Apoio (impressão das fotografias): Laboratório fotográfico Color Click

Agradecimento especial à minha amora e companheira de vida, Joana Knobbe, que, além de produzir o cartaz original da exposição, cantará na abertura.

aperitivos:

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Fotografias da Ilha – exposição de Felipe Obrer no Empório Mineiro – de 27/01 a 19/02

25/01/2011

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A clássica: Ponte Hercílio Luz.

Alusão poética à Ilha de Santa Catarina: Barco de pesca, moça passando e trave de futebol (gol potencial).

Fortalezas coloniais: quartel da tropa, escadaria e pórtico de entrada, paiol da pólvora, casa do comandante, bateria de canhões e gaivota voando, na Ilha de Anhatomirim. Guaritas de observação na fortaleza de Santo Antônio, na Ilha de Ratones.

Cidade de praia: Campeche, Ilha do Campeche, areia, mar e céu com nuvens…

Igrejas: Catedral Metropolitana, no Centro, e Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, em Santo Antônio de Lisboa (foto noturna com cão à contra-luz).

Sorte e frio: Amanhecer invernal na Costa da Lagoa.

Flores silvestres da mata de restinga.

Etc. etc. etc.

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A abertura, sem grande pompa, acontece na quinta-feira, dia 27 de janeiro de 2011. As quintas-feiras são dias de choro ao vivo no Empório Mineiro. As fotos entram oficialmente no cardápiio no meio dessa alegria musical.

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Haverá, expostas, fotografias emolduradas e sem moldura.

Fica o agradecimento à Gi e ao Danilo, proprietários do Empório Mineiro, na Lagoa da Conceição, que abriram o espaço para as imagens que produzo.

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Se referências valem de algo, convém dizer que já tive fotografias publicadas em uma reportagem na Revista da Folha de S. Paulo, e em duas matérias na Revista Problemas Brasileiros, editada pelo SESC e pelo Senac de SP. Além disso faço freelas na área cultural aqui na Ilha mesmo e tenho recebido muitos comentários elogiosos ao meu trabalho.

Costumo publicar na internet quase todas as imagens que produzo, em alta resolução, sob licença Creative Commons que autoriza o uso livre para finalidade não comercial.

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Mais que tudo, agradeço à minha companheira de vida, Joana Knobbe, cuja presença desencadeia processos lindos.
Onde Fica

O Empório Mineiro é o café que fica na parte frontal do Via Lagoa Shopping, na Lagoa da Conceição.

RUA HENRIQUE VERAS DO NASCIMENTO 240 LOJA, 102
Florianópolis – SC, 88062-020
Quando Ir

27/1/2011 a 19/2/2011
Quanto Custa

As fotografias emolduradas, em ampliações de 20x30cm, custam R$ 50. As sem moldura saem por R$22
Link

https://obrer.wordpress.com

Contato

felipeobrer@gmail.com e 48 9992.0794


Cartografias Afetivas: Criação artística colaborativa proposta por Juliana Crispe

27/11/2010

Recebi da Juliana Crispe, tomo a liberdade de divulgar porque acredito que é desse tipo de iniciativa que Floripa precisa. Atenção artistas, embora dissesse o Paulo Leminski que distraídos venceremos, participem!

A mensagem dizia:

Olá, convido você a participar do projeto Cartografias Afetivas

Este trabalho está em construção e faz parte da minha dissertação de Mestrado em Artes Visuais intitulado de: Apontamentos para Lembranças.

Cartografias Afetivas é um projeto que propõe a construção de mapas, cartografias do universo pessoal, experimentado por cada um, ou seja, cartografias de vivências, pessoas, lugares, espaços, territórios afetivos, que nos são importantes e nos afetam.

Num primeiro momento, este projeto em construção buscava mapear lugares reais e ficcionais vivenciados por mim. Comecei a traçar meus lugares afetivos e fazer ações, trabalhos visuais relacionados a estes espaços e às lembranças que estes me evocam.

A partir de questões ligadas a psicogeografia[1] proposta pela Internacional Situacionista, busco ampliar essas cartografias, dando possibilidade para que outras pessoas possam construir suas cartografias, seus mapas, construindo assim um arquivo em constante construção, na medida em que novos espaços meus e de outras pessoas serão cartografados.

Para que possa haver as trocas foi criado um blog, ainda em desenvolvimento, para postar além de minhas cartografias afetivas, as cartografias de quem quiser participar do projeto.

Há em anexo um cartaz do projeto. A linguagem para construção é livre.

A proposta final buscará a construção de uma exposição coletiva com as Cartografias Afetivas dos convidados.

Enviar suas Cartografias Afetivas para este e-mail: ju_ceart@yahoo.com.br e para cartografiasafetivas@gmail.com

Em caso de dúvida escrever para ju_ceart@yahoo.com.br.

Atenciosamente

Juliana Crispe

[1] A palavra ‘psicogeografia’ esteve muito em voga nos anos 1990 em Londres. Foi originada nos anos cinqüenta com o grupo francês, primeiramente chamado Letristas, e depois Situacionistas. Sua primeira aparição foi na ‘Introdução a uma Crítica da Geografia Urbana’ (1955), onde dá uma definição compacta: ‘o estudo dos efeitos do ambiente geográfico, conscientemente organizado ou não, nas emoções e maneiras, comportamentos e modos de ação, procedimentos e condutas, ações e atos de indivíduos’.

A psicogeografia seria uma prática geográfica afetiva e subjetiva que se propunha a cartografar as diferentes ambiências psíquicas provocadas pelas caminhadas urbanas que eram as derivas situacionistas.

A Juliana pede, aos que aceitarem participar do projeto, confirmação por e-mail.


Exposição fotográfica na Barca dos Livros: Como Rasurar La Habana

18/11/2010

Luiz de Nadal, brasileiro, autor do blog isto não é um cachimbo, dedicado a explorar relações entre jornalismo e ficção literária, expõe as fotografias que fez numa viagem recente a Cuba. Além das imagens, há textos em prosa poética de um escritor cubano, chamado António Más Morales, suscitados pelas fotografias. O lugar é a Barca dos Livros, na Lagoa da Conceição.

A exposição tem abertura nesta sexta-feira, 19 de novembro de 2010, às 20h. A entrada é gratuita e a exposição permanece no espaço do Café Sombreado (no andar térreo da Barca) até 11 de dezembro.

Leia, no site da revista Naipe, local e bem antenada, um pouco mais sobre a exposição.

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III Festival de Música Contemporânea Aliança Francesa

05/11/2010

para ampliar, clique na imagem

Recebi hoje da Paula Albuquerque. Replico porque é esse o tipo de evento que, em Florianópolis, acontece e muitas vezes não é suficientemente percebido.

amigos
é hoje a abertura do

FESTIVAL DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA ALIANÇA FRANCESA
De 05 a 28 de novembro de 2010
www.affloripa.com.br/festival
 

A Aliança Francesa de Florianópolis e a Tractebel Energia GDF Suez convidam para a terceira edição do Festival de Música Contemporânea Aliança Francesa – Sonoridades Diferenciadas para o Séc. XXI, realizada de 05 a 28 de novembro em Florianópolis. A programação inclui shows, oficina, palestra e a exposição A História da Música através dos Instrumentos Musicais – do séc XII ao séc XXI, realizada no Museu Histórico de Santa Catarina/Palácio Cruz e Sousa.

Na abertura do evento, sexta-feira dia 05, haverá a apresentação do grupo Harmonia Universalis – Núcleo de música antiga (SC/SP)
, às 19h, no Palácio Cruz e Sousa, com entrada gratuita.

Serviço:
Festival de Música Contemporânea Aliança Francesa – Sonoridades Diferenciadas para o Séc. XXI
Quando: de 05 a 28/11
Onde: Palácio Cruz e Sousa/ Museu Histórico de Santa Catarina e Teatro Álvaro de Carvalho
Quanto: entrada gratuita para os eventos no Palácio Cruz e Sousa e ingressos a R$20 e R$10 (meia) para os shows no TAC

Exposição “A História da Música através dos Instrumentos – do séc XII ao séc XXI
Quando: de 05 a 28/11 (terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 16h)
Onde: Palácio Cruz e Sousa/ Museu Histórico de Santa Catarina
Entrada gratuita.

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TODAS ESTAS FLORES – Exposição de Marta Martins no Meyer Filho

04/02/2010

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O Instituto Meyer Filho convida para a exposição de Marta Martins: Todas essas flores.

No Memorial Meyer Filho, abertura no dia 8 de fevereiro às 18h!

Praça XV de Novembro, esquina com a Rua Tiradentes.



todas essas flores

Antes do esplendor, a garatuja. Todas essas Flores não tem a ver com quantidade nem variedade, mas com camadas de representação: ato de refazer a semelhança de uma flor com ela mesma. Carece de definir a vaidade, quieta a finitude da vida. Quem sabe, um barroco revisitado de olhos para San Juan de la Cruz? Antes incensos à deriva institucional, envoltórios de espera modelados com lenço umedecido e fios de aço, caixas seladas com cera ou chumbo. Silêncio. Agora um amontoado de pétalas escondidas por formas encrespadas. Embrenhar flores e clarear a solidão parece e ser a condição de uma artista que imensa na arte uma insuportável leveza: Pesadas e inodoras são todas essas flores.

As condições de um pássaro solitário são cinco:

Primeiro, que ele voe ao ponto mais alto;

Segundo, que não anseie por companhia,

nem de sua própria espécie;

Terceiro, que dirija seu bico para o céu;

Quarto, que não tenha uma cor definida;

Quinto, que tenha um canto muito suave.

San Juan de la Cruz (Ditos de amor e luz)

Agradeço à Kamilla Nunes, que enviou as informações por e-mail e é autora do texto.


Hoje: 3ª Noite do Múltiplo no Centro Cultural Arquipélago

18/12/2009

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3ª Noite do Múltiplo

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