Território Improvável – exposição coletiva aberta

para ampliar, clique na imagem

para ampliar, clique na imagem

O QUÊ: Exposição coletiva TERRITÓRIO IMPROVÁVEL

QUANDO: de 27 de agosto a 11 de setembro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.

QUANTO: Entrada franca, grátis.

ONDE: No Memorial Meyer Filho, no Centro de Florianópolis. Praça XV, esquina com a Rua Tiradentes.

CONTATO: nuneskll@gmail.com

Recebi da curadora, Kamilla Nunes. Transcrevo abaixo:

Convido a todos para a abertura da mostra Território Improvável

Nesta quinta-feira, dia 27 às 20h no Memorial Meyer Filho

Improvável Grupo é formado pelos artistas Bruno Ropelato, Juliana Crispe, Marina Borck, Monique Bens e Tiaraju Verdi, com a proposta de discutir a deteriorização de espaços urbanos em progressivo esquecimento. Os artistas não estão interessados em registros ou foto-jornalismo, mas em propor ações performáticas que permitam fabulações a partir de vivências em escombros citadinos. Ação como ativadora de outras visibilidades; formas de interação para reconstruir narrativas e transformar o abandono em elucubrações poéticas. Uma das propostas do grupo é convidar as pessoas para, com eles, visitar o local e experimentar, vivenciar, propor ações, transformar e ativar o espaço.

Breve nota sobre um grupo ĩpru’vavɛl:

Por uma escada de cordas, cinco artistas invadiram um espaço em ruínas. Entre camisinhas, seringas, sapatos e roupas avariadas, passando pela agressividade dos atuais moradores, Bruno Ropelato, Juliana Crispe, Marina Borck, Monique Bens e Tiaraju Verdi propuseram e registraram ações para escombros, árvores e passantes fortuitos. O mapa exposto mostra o local exato das performances quando a luz bateu na pele das coisas, e as cores se transformaram. Algumas esmaeceram, outras deixaram cacos vermelhos e folhas pisoteadas. A paisagem sumiu na janela, o concreto foi ferido por sombras. Escombros em preto e branco foram invadidos por corpos ou, vestígios de. Escadas terminaram em tapumes quando o desequilíbrio avançou. Ao fundo, bem ao fundo, o fim estava em frente. Do Improvável Grupo, um Território Improvável. Saltos no vazio fizeram lembrar Zaratustra: Qual é o peso que o impede de voar comigo? Quem te obriga a permanecer inerte na Terra?

Espaço para elucubrações poéticas. Assim é definido o Território Improvável. Proponha ações, improvise, perceba, investigue os limites físicos improváveis; ficcione. Com ou sem escadas, propõe-se criação coletiva, vivência em espaços estranhos: rejeitos do crescimento célere da ilha. Já dizia Arnaldo Antunes: O que (se) foi é (s) ido.

Kamilla Nunes

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: