Chacal e Sérgio Vaz passam por Floripa

Chacal à esquerda, de pernas cruzadas, Sérgio Vaz à Direita, de braços cruzados. Ambos estavam com a língua redonda.

Chacal à esquerda, Sérgio Vaz à direita

Ontem à noite (sexta-feira, dia 24 de abril) assisti a uma mesa redonda sobre poesia periférica, dentro da programação do Folias da Fala, no SESC.

Foi muito estimulante perceber, depois de um bom tempo, a poesia como algo vivo, dinâmico, flexível, que gera contato. E contato, como dizia um velho sábio, vem a ser a apreciação das diferenças.

Conheci um pouco do trabalho desenvolvido na Cooperifa, pelo Sérgio e seus aliados.

Ouvi, do próprio Chacal, que coordena há anos o CEP 20.000 e toca outros projetos, a Ópera de pássaros, que já conhecia mas redescobri na voz ao vivo ao pé do ouvido:

“a objetividade da fotografia
é uma falácia

erram os que acham que ela retrata o real

o que há
é que quando o fotógrafo diz
“olha o passarinho”
uma ave de asas oblongas
sai de dentro do olho da câmera
com um embornal de pinceizinhos
e uma paleta de cores

sobrevoa a cabeça do fotógrafo
sobrevoa a cabeça do fotógrafo
e pousa sobre seu ombro esquerdo

de lá, pinta a cena

em suma: a fotografia é uma ópera de pássaros”

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