Esta semana, em algum momento, reiterei a percepção de que músico bom é também gente boa. O ser humano que faz o som faz o som ser humano. Negro-beleza, papai recém-nascido, Fortunato, como me disse que se chamava quando cruzei com ele por acaso da vida perto de um ensaio de maracatú há uns dois anos. François (Françuá) de batismo, filho de africanos, figura ímpar pela translucidez numa ilha que vi esta semana ser chamada de vaidosa. É, além de tudo o mais, produtor. Em 2011 trouxe a Fpolis o espetáculo… (clique no link abaixo e siga a leitura).
Cultura em Floripa: grupo é meio de divulgação e proposição de atividades culturais e artísticas na cidade
31/08/2011
Está em atividade o grupo Cultura em Floripa, no Facebook, há alguns meses. Suscitou muitas adesões e conta, neste momento, com mais de 700 membros. A participação é aberta.
Lá têm acontecido interações proveitosas entre as pessoas que produzem, divulgam e apreciam a fruição cultural na cidade.
Diz a descrição:
“A finalidade do grupo é servir como meio de divulgação e proposição de atividades culturais na Ervilha da Magia (e nos 3% continentais da cidade também). Vale sempre lembrar que, em Florianópolis, costumamos reclamar muito, mas as coisas acontecem. O que falta é que as pessoas fiquem sabendo e frequentem.
Por favor, um pedido aos membros: ao publicar no mural do grupo, pensar sempre se a postagem cabe no foco que temos por aqui e é, como dito acima, propor e divulgar atividades artísticas e culturais na cidade. Caso o tema seja outro, existem muitos outros lugares adequados. Por aqui, seria interessante mantermos a relevância temática.
A fotografia (por Felipe Obrer) usada na página do grupo é ilustrativa: um bate-estacas que ultrapassa em altura a torre da catedral. Não somos santos, mas vamos fazer mais barulho do que a construção (ci)vil.
É bom ter clareza, também, de que esta rede social é apenas uma parte da internet, e que a internet é apenas uma parte, feita de bits, não átomos, da vida. Convém passar adiante as notícias pessoalmente, sempre! O que nos faz humanos é a presença real.”
Usa Facebook? Quer saber o que está acontecendo na cidade, para além das críticas e do pessimismo ressentido? Quer fazer parte de uma rede que articula ações e fomenta as coisas bacanas que acontecem, desfazendo o mito de que a Ilha de Santa Catarina tem que viver só do turismo de praia? Podemos fazer da cultura, na cidade, um belo atrativo também.
Para quem acha que só internet não basta, está em articulação um encontro presencial para breve.
DocBrasil Especial – retrospectiva Thomas Farkas na Fundação Cultural Badesc (julho de 2011)
30/06/2011
Thomaz Farkas (1924-2011)
Recebi do José Rafael Mamigonian. Divulgo porque a programação é interessantíssima.
Abaixo a mensagem dele, seguida da programação:
Neste mês de julho, teremos uma programação especial do DocBrasil onde exibiremos uma retrospectiva integral dos documentários produzidos por Thomaz Farkas.
Trata-se de um conjunto de filmes verdadeiramente incontornável não apenas para a compreensão das manifestações populares no Brasil, como para que conheçamos uma das obras mais íntegras, em seu conjunto, da história do documentário brasileiro.
À exceção de “Viramundo”, todos os filmes terão exibição única e estarão distribuídos ao longo de oito sessões (em 8 dias) durante todo o mês de julho (principalmente às quintas e sextas feiras). A programação inicia-se já neste dia primeiro (amanhã) com filmes dirigidos por Thomaz Farkas, além de um breve documentário sobre ele, dirigido por Walter Lima Jr.
Espero que possam estar presentes na Fundação Cultural Badesc para acompanhar o DocBrasil Especial deste mês. Agradeço se puderem repassar este convite aos seus contatos.
Em anexo está a programação.
abraços, até breve,
José Rafael Mamigonian
A Fundação Cultural Badesc tem a honra de apresentar em julho uma programação especial de documentários com a exibição integral dos filmes produzidos por Thomaz Farkas. Ele disse certa vez que “o filme documentário, porque é uma interpretação e não simplesmente uma descrição do real, pode representar um papel importante no processo cultural. No Brasil, ele adquire um significado mais amplo ainda quando se pensa nas distâncias, não somente geográficas mas também culturais. Como apresentar as diferentes manifestações culturais, ligadas a uma realidade especifica em cada região do país, senão através do filme documentário?” Os filmes que Thomaz Farkas produziu e fotografou nas décadas de 1960 e 1970, e os que realizou na década seguinte, obedecem a este impulso: percorrer mais rapidamente as distâncias culturais e geográficas do país.
O QUÊ: DocBrasil Especial – “Homenagem a Thomaz Farkas”
QUANDO: dias 1o, 7, 8, 14, 15, 20, 22, 29 de julho de 2011, às 19 horas
ONDE: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto,
216, Centro, Florianópolis, fone (48) 3224-8846
QUANTO: Entrada franca
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
Programação
Sessão 1 – Thomaz Farkas, documentários
Sexta-feira, 1o de julho de 2011 – tempo total: 111 minutos
Thomaz Farkas, Brasileiro (dir: Wallter Lima Jr., 2004, 15’)
Curta-metragem que homenageia Thomaz Farkas, o húngaro que, nos anos 1970, tornou-se um dos maiores fotógrafos do nosso país e que, com sua visão muito particular do Brasil, foi capaz de produzir, ao lado de Geraldo Sarno e outros grandes diretores da época, uma série de documentários intitulada “A Condição Brasileira”.
Hermeto, Campeão (dir: Thomaz Farkas, 1981, 44′)
Fotografias apresentam Hermeto Paschoal em meio aos instrumentos que toca no estúdio em sua casa. Os ensaios onde os sons são descobertos e o improviso dá o tom. Depoimentos de Hermeto sobre a construção autodidata de seu conhecimento teórico sobre música e sua posição política sobre o mercado. Os músicos que integram a sua banda falam sobre o processo conjunto de criação e a admiração que sentem pelo multiinstrumentalista. A criação de Hermeto a partir do sons das abelhas e junto aos sapos. A utilização de objetos inusitados feitos de ferro e o uso do próprio corpo para a geração de novos sons.
Paraiso, Juarez (dir: Thomaz Farkas, 1971, 6′)
O artista Juarez Paraíso percorre o saguão de entrada do Cinema Tupi, na Baixada dos Sapateiros em Salvador, explicando os elementos que compõem seu trabalho. Construída em 1968, a obra é composta por intervenções no teto e por um grande mural que traz como tema a evolução dos meios de comunicação entre os homens. Matéria do Jornal da Bahia denuncia a retirada do trabalho por um engenheiro, com o objetivo de ceder lugar para a fixação dos cartazes dos filmes da semana.
Todomundo (dir: Thomaz Farkas, 1980, 35′)
As torcidas de futebol e sua presença nos jogos do Campeonato Brasileiro. A chegada dos torcedores aos estádios, as charangas nas arquibancadas, o problema da superlotação, a ação dos cambistas e a presença da Polícia Militar. O jogo entre o Clube Atlético Mineiro e o São Paulo Futebol Clube pela final do Campeonato Brasileiro de 1977. Momentos de jogo entre a Seleção Brasileira e a Seleção Paraguaia.
Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba (dir: Thomaz Farkas e Ricardo Dias, 1954-2006, 10′)
Em abril de 1954, no Parque do Ibirapuera, e em razão dos festejos do IV Centenário da cidade de São Paulo, Thomaz Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha com grandes nomes do samba carioca. Este material foi reencontrado 50 anos depois.
À continuação, as demais sessões, com filmes de outros diretores, programadas para o mês de julho de 2011:
Artistas catarinenses abordados em livros da coleção Vida e Arte, da Tempo Editorial
26/11/2010Este slideshow necessita de JavaScript.
O lançamento dos primeiros quatro volumes da coleção Vida e Arte, editados pela Tempo Editorial, acontecerá na galeria de arte Helena Fretta, no dia 1o de dezembro, às 19h. Os artistas abordados são Eli Heil (por Regis Malmann), Hassis (por Néri Pedroso), Meyer Filho (por Daisi Vogel) e Paulo Gaiad (por Fifo Lima).
Estão previstos outros lançamentos para o ano que vem.
A iniciativa merece atenção.
Saiba mais sobre os livros:
O endereço da galeria é:
Rua Presidente Coutinho,516, Centro
Florianópolis, SC, Cep 88015-230
Fone / Fax : (48) 223-0913
Fone: (48) 222-0668
Para quem não conhece, o mapa pode ser útil:
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Seminário África: Diálogos entre Literatura, História e Artes
18/11/2010É um continente que já esteve atrelado ao nosso quando as placas tectônicas ainda não haviam produzido espaço para o oceano entre África e América. Voltou, humanamente, a estar, e está para sempre, é aqui também, assim como o Haiti.
Vale saber mais, e descobrir que as generalizações que ouvimos sempre, como se houvesse um só negro, uma só África, dão conta apenas de criar um estereótipo (diz o José Ângelo Gaiarsa que estereótipo equivale a hábito perceptivo). Talvez participar do seminário sirva para mudar a percepção, perceber a diversidade e abrir algum horizonte em que negro seja nome para etnias várias, multiculturais.
A propósito, vale ouvir Danç-Êh-Sá, antepenúltimo disco do Tom Zé, em que 80% dos ritmos e instrumentos são de origem africana, e cada faixa faz referência a uma revolta de nação africana. O nome do álbum é contração de Dança dos Herdeiros do Sacrifício.
Undó Aigô – curta-metragem com exibição gratuita na Semana Ousada
24/09/2010O vídeo – com duração de 27 min. – faz parte da Mostra de Curtas UDESC, que acontece dentro da programação de cinema da 3a Semana Ousada de Artes UFSC e UDESC.
A programação completa e as sinopses estão no site: http://www.semanaousada.ufsc.udesc.br/
Sexta-feira, 24 de setembro, às 19h, na Arena do CEART/UDESC. Av. Madre Benvenuta, 2007, Itacorubi. Evento aberto ao público.
Aulas de Técnica Vocal para o Canto Popular, com Joana Knobbe
20/09/2010Segundo uma explicação etimológica possível, pessoa deriva da conjunção de per (por, através) e sona (som). Dedução: a pessoa mostra o que é pelo som que emite. Segundo a própria Jo (apelido carinhoso da Joana Knobbe), no canto popular a personalidade tem importância central. Sendo assim, aulas com ela provavelmente ajudem também no conhecimento de si mesmo (além de fornecer técnica para a profissionalização, ou para uma prática diletante mais saudável). Em suma, que cada um descubra a voz que tem e faça uso dela com toda a amplitude que seja capaz de ter, sem se machucar.
Recomendo enfaticamente, a quem tenha vontade de estudar Canto Popular, que procure e se informe. O caminho está aberto.
Acervo de Ideias (blog da Jo)
Contato: (48) 8818.0227 e joknobbe@gmail.com
Como cereja do bolo, assista:
Escrito por Felipe Obrer 








































