Está em atividade o grupo Cultura em Floripa, no Facebook, há alguns meses. Suscitou muitas adesões e conta, neste momento, com mais de 700 membros. A participação é aberta.
Lá têm acontecido interações proveitosas entre as pessoas que produzem, divulgam e apreciam a fruição cultural na cidade.
Diz a descrição:
“A finalidade do grupo é servir como meio de divulgação e proposição de atividades culturais na Ervilha da Magia (e nos 3% continentais da cidade também). Vale sempre lembrar que, em Florianópolis, costumamos reclamar muito, mas as coisas acontecem. O que falta é que as pessoas fiquem sabendo e frequentem.
Por favor, um pedido aos membros: ao publicar no mural do grupo, pensar sempre se a postagem cabe no foco que temos por aqui e é, como dito acima, propor e divulgar atividades artísticas e culturais na cidade. Caso o tema seja outro, existem muitos outros lugares adequados. Por aqui, seria interessante mantermos a relevância temática.
A fotografia (por Felipe Obrer) usada na página do grupo é ilustrativa: um bate-estacas que ultrapassa em altura a torre da catedral. Não somos santos, mas vamos fazer mais barulho do que a construção (ci)vil.
É bom ter clareza, também, de que esta rede social é apenas uma parte da internet, e que a internet é apenas uma parte, feita de bits, não átomos, da vida. Convém passar adiante as notícias pessoalmente, sempre! O que nos faz humanos é a presença real.”
Usa Facebook? Quer saber o que está acontecendo na cidade, para além das críticas e do pessimismo ressentido? Quer fazer parte de uma rede que articula ações e fomenta as coisas bacanas que acontecem, desfazendo o mito de que a Ilha de Santa Catarina tem que viver só do turismo de praia? Podemos fazer da cultura, na cidade, um belo atrativo também.
Para quem acha que só internet não basta, está em articulação um encontro presencial para breve.
A divulgação me chegou vinda da Emiliana Vargas (emilianavargas@gmail.com), voluntária da Nova Acrópole. Publico por acreditar que o evento é relevante para as pessoas da cidade.
O Dia Mundial da Filosofia é comemorado em Florianópolis com Exposição sobre o período Renascentista
Declarado pela UNESCO em 2002 como sendo a 3ª quinta feira do mês de novembro, o Dia Mundial da Filosofia é comemorado em todo o mundo por diversas instituições ligadas à cultura e à educação. São realizadas palestras, seminários, exposições e eventos culturais variados.
Em Santa Catarina acontece a Exposição Civilizações e Filosofia entre os dias 16 a 18 em Joinville e 22 a 28 em Florianópolis.
Na capital o evento apresenta mais um tema na exposição: RENASCIMENTO: o encontro entre o Oriente e o Ocidente.
Durante toda a semana, estarão abertas à visitação Salas Temáticas sobre as Escolas de Filosofia (Tradição Clássica), a Idade Média (Crise dos Valores Humanos), o Renascimento (Renascença, Da Vinci e Michelangelo) e as Grandes Civilizações (Egito, Roma, Grécia, China, Índia e América Pré-colombiana). Serão expostas peças originais e réplicas do legado cultural dessas civilizações. A cada dia, a partir das 19h, será apresentado um tema ligado ao Renascimento ou ocorrerá uma apresentação musical.
A exposição fica aberta das 10h às 22h e conta com monitores para acompanhamento dos visitantes. Agendamento de visitas escolares devem ser feitas pelo e-mail : waleriapessoa@hotmail.com ou pelos telefones: 48.8804.7095 e 9998.3832
Local: Associação Cultural Nova Acrópole – Rua Hermann Blumenau, 215 – Centro – Tel. 48 3324-0849
Seminário de Formação África: diálogos entre história, literatura e arte.
É um continente que já esteve atrelado ao nosso quando as placas tectônicas ainda não haviam produzido espaço para o oceano entre África e América. Voltou, humanamente, a estar, e está para sempre, é aqui também, assim como o Haiti.
Vale saber mais, e descobrir que as generalizações que ouvimos sempre, como se houvesse um só negro, uma só África, dão conta apenas de criar um estereótipo (diz o José Ângelo Gaiarsa que estereótipo equivale a hábito perceptivo). Talvez participar do seminário sirva para mudar a percepção, perceber a diversidade e abrir algum horizonte em que negro seja nome para etnias várias, multiculturais.
A propósito, vale ouvir Danç-Êh-Sá, antepenúltimo disco do Tom Zé, em que 80% dos ritmos e instrumentos são de origem africana, e cada faixa faz referência a uma revolta de nação africana. O nome do álbum é contração de Dança dos Herdeiros do Sacrifício.
Estão abertas as inscrições para o Seminário África: diálogos entre Literatura, História e Artes. O evento ocorrerá no dia 19 de Novembro de 2010, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, e as inscrições podem ser realizadas, gratuitamente, através do site:
As atividades acadêmicas e artísticas previstas na programação tratam das representações e influências das culturas africanas no Brasil. Além de temas relativos às culturas da diáspora negra e ao diálogo intercultural entre Brasil e África, o evento é uma oportunidade para um balanço crítico da situação atual desse diálogo. Para tanto, o evento contará com a participação de vários especialistas, dentre professores e pesquisadores da área, a fim de que se realize o debate sobre a literatura e história africana e afro-brasileira.
A divulgação me chegou por meio da Clelia Mello. Reproduzo aqui.
O Mal Estar da (na) Arte Contemporânea >>> dias 18 e 19 de novembro
Haverá oficinas, performances e mesas redondas.
o evento é aberto à comunidade
O Seminário foi organizado com a finalidade de levar adiante a discussão sobre as relações intempestivas geradas na fricção entre arte contemporânea e sociedade. Essa proposição é o resultado consequente dos recentes eventos envolvendo o aluno Betinho.
Aproveitando a institucionalidade das nossas funções profissionais, queremos pautar uma discussão que até então vem sendo atravessada por conservadorismos, preconceitos, discriminações etc…
Para a realização das mesas redondas, optamos pelo espaço da antiga Cantina do CCE (consideramos o espaço mais simbolicamente politizado do Centro e vamos ocupá-lo).
Entre os convidados externos à UFSC que participarão das mesas estão: Yiftah Peled, Roberto Freitas, Massimo Canevacci (professor convidado da UFSC), Prudente Mello (que também dará uma oficina), Alejandro Ahmed e Pedro Bennaton.
Inscrições na hora para aqueles que desejarem o certificado das atividades complementares
Recebi hoje da Paula Albuquerque. Replico porque é esse o tipo de evento que, em Florianópolis, acontece e muitas vezes não é suficientemente percebido.
A Aliança Francesa de Florianópolis e a Tractebel Energia GDF Suez convidam para a terceira edição do Festival de Música Contemporânea Aliança Francesa – Sonoridades Diferenciadas para o Séc. XXI, realizada de 05 a 28 de novembro em Florianópolis. A programação inclui shows, oficina, palestra e a exposição A História da Música através dos Instrumentos Musicais – do séc XII ao séc XXI, realizada no Museu Histórico de Santa Catarina/Palácio Cruz e Sousa.
Na abertura do evento, sexta-feira dia 05, haverá a apresentação do grupo Harmonia Universalis – Núcleo de música antiga (SC/SP) , às 19h, no Palácio Cruz e Sousa, com entrada gratuita.
Serviço: Festival de Música Contemporânea Aliança Francesa – Sonoridades Diferenciadas para o Séc. XXI Quando: de 05 a 28/11 Onde: Palácio Cruz e Sousa/ Museu Histórico de Santa Catarina e Teatro Álvaro de Carvalho Quanto: entrada gratuita para os eventos no Palácio Cruz e Sousa e ingressos a R$20 e R$10 (meia) para os shows no TAC
Exposição “A História da Música através dos Instrumentos – do séc XII ao séc XXI Quando: de 05 a 28/11 (terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 16h) Onde: Palácio Cruz e Sousa/ Museu Histórico de Santa Catarina
Entrada gratuita.
A oficina pode ser realizada individualmente ou em grupo, a qualquer momento e em qualquer parte da cidade de Florianópolis, conforme a demanda.
Esta é uma idéia (ainda acentuada enquanto a lei ortográfica permite, até 2012) que estava na cabeça há tempo.
A realização chegou agora.
Quando se trata de comunicação na internet, há dois extremos: blogs simples criados sem muitos recursos nem identidade própria ou sites ultra-high-tech, em flash ou afins, que custam os olhos da cara e mantêm os proprietários alienados de senhas, tendo que recorrer a um webmaster que os trata quase como reféns. Com esta proposta a intenção é viabilizar um meio termo cuja prioridade seja a comunicação eficaz, baseado no conceito de autonomia plena.
As datas estão em aberto, e serão definidas conforme a demanda. Há horários disponíveis tanto durante a semana letiva (à noite, entre 20h e 21h30) ou nos finais de semana. O espaço locado para ministrar a oficina tem 7 computadores disponíveis, com acesso à internet em banda larga. Para participar, não é necessário ter nem levar laptop próprio.
Em suma: entre sem site ou com um blog comum e termine a oficina com um site pronto, com o conhecimento necessário sobre como administrá-lo.
A quem acreditar na proposta, peço ajuda na divulgação (salvem o cartaz e republiquem no meio que quiserem).
Segundo uma explicação etimológica possível, pessoa deriva da conjunção de per (por, através) e sona (som). Dedução: a pessoa mostra o que é pelo som que emite. Segundo a própria Jo (apelido carinhoso da Joana Knobbe), no canto popular a personalidade tem importância central. Sendo assim, aulas com ela provavelmente ajudem também no conhecimento de si mesmo (além de fornecer técnica para a profissionalização, ou para uma prática diletante mais saudável). Em suma, que cada um descubra a voz que tem e faça uso dela com toda a amplitude que seja capaz de ter, sem se machucar.
Recomendo enfaticamente, a quem tenha vontade de estudar Canto Popular, que procure e se informe. O caminho está aberto.
Vale ir ver de perto esse tipo de arte incomum e minimalista. Dá pra imaginar que adultos, crianças e pessoas que já singraram muitas décadas, beirando o século, comendo pelas beiradas, musicando a vida, se identifiquem com a ação de animar.
como este blog é quixotesco (sem grana e sem patrão), é atualizado na medida da vontade e do tempo. com sorte, uma ajuda do acaso ou da busca, dá pra achar coisas boas aqui
Obrer é meu sobrenome e quer dizer operário em catalão, obreiro, trabalhador. Sempre achei que fosse discrepante da minha natureza, mas na divulgação cultural achei um bom meio de fazer jus ao significado.
Quem quiser conhecer mais meu trabalho de divulgação cultural no Overmundo pode clicar aqui.
* Instituto Overmundo
O Instituto Overmundo promove o acesso ao conhecimento e à diversidade cultural, por meio de práticas inovadoras em comunicação, propriedade intelectual e tecnologia.
* Observatório da Imprensa
O slogan deles diz, acho que com razão, “você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”
* Overmundo – Cultura de todo o Brasil
Site colaborativo dedicado à divulgação das culturas brasileiras, especialmente as que não têm espaço na grande mídia
* Porta-curtas
Site dedicado aos curtas-metragens brasileiros que, de outra maneira, não chegariam até nós
* Instituto Overmundo
O Instituto Overmundo promove o acesso ao conhecimento e à diversidade cultural, por meio de práticas inovadoras em comunicação, propriedade intelectual e tecnologia.
* Overmundo – Cultura de todo o Brasil
Site colaborativo dedicado à divulgação das culturas brasileiras, especialmente as que não têm espaço na grande mídia
* Overmundo – Cultura de todo o Brasil
Site colaborativo dedicado à divulgação das culturas brasileiras, especialmente as que não têm espaço na grande mídia
jornalismo cultural
* Catraca Livre
Site dedicado à divulgação de atividades culturais gratuitas
* Núcleo Contemporâneo
Gravadora dedicada à música orgânica brasileira (instrumental principalmente), dirigida pelo Benjamim Taubkin
* Overmundo – Cultura de todo o Brasil
Site colaborativo dedicado à divulgação das culturas brasileiras, especialmente as que não têm espaço na grande mídia
* Sistema de Animação
Site do documentário protagonizado pelo baterista Lourival José Galliani (Toucinho Batera)
* Spírito Santo
Uma das pessoas mais interessantes que conheci através do Overmundo
Henrique Pereira Oliveira é professor de História na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Fez doutorado na USP, sobre a ABVP (Associação Brasileira de Vídeos Populares). Coordena o LAPIS (Laboratório de Pesquisa em Imagem e Som), que produz animações em stop-motion para uso didático.
Deserto. No início um texto é isso. Depois podem emergir prédios térreos. Árvores mais ou menos frondosas. Ou pessoas em úteros urbanos antiestatísticos, pouco matemáticos. Águas coletadas da chuva. A mistura do solo com o fluido, a lama. A intenção é escrever sobre Desterro, Nossa Senhora, passando por elásticos temporais e nominais, Ondina, Meiembipe, Baía […]
De maneira generosa, o artista plástico e poeta Rodrigo de Haro, quando propus uma entrevista para a matéria "Cidade dos Perdidos (ou 'tu não és daqui, né?')", se dispôs a, em lugar de falar simplesmente, ler poemas de autoria dele sobre pessoas que viveram na Ilha de Santa Catarina. Disse que tem um certo cansaço da própria face, aos 72 […]
As pessoas só experimentam o que chega até elas. Isso vale para qualquer área artística, que se caracteriza pela relação com o público. Muitas vezes a viabilização econômica de um projeto artístico depende de um ganho de escala possível mediante divulgação. O formato da oficina, atualmente, é total-flex. Horários e datas adaptáveis e sessões individuais ou e […]
A epígrafe que aparece em versão bilíngue na abertura do site diz: O importante é que toda sociedade é, ao mesmo tempo, produtora e produto de seus imaginários. Logo, a verdadeira história, aquela que considera o homem na sua complexidade e totalidade, encontra-se na articulação entre a realidade vivida externamente e a realidade vivida oniricamente. Uma nã […]
Segundo uma explicação etimológica possível, pessoa deriva da conjunção de per (por, através) e sona (som). Dedução: a pessoa mostra o que é pelo som que emite. Segundo a própria Jo (apelido carinhoso da Joana Knobbe), no canto popular a personalidade tem importância central. Sendo assim, aulas com ela provavelmente ajudem também no conhecimento de si mesmo […]
Entro no Overmundo, faço loguin, tudo dez. Rumino a vontade de fazer um post. Digito à toa a palavra poema na barra de busca. Saem uns resultados esquisitos. Poemas de amor, cartões virtuais, dia dos namorados... Em seguida refino minha busca, sem falha ortográfica: poesia concreta. Aí sim, de cara, vem um resultado que significa. Acabei de achar, e já compa […]
Pra começar: Santa Catarina é o nome do Estado, mas também de uma ilha que já se chamou em algum passado Ilha dos Patos. A cidade onde a ilha fica é Florianópolis. Que tem também uma porção continental, com bairros como Estreito e Coqueiros. Nada disso vem ao caso. As fortalezas foram construídas a mando de Portugal no século 18 (não me curvo mais aos número […]
Lourival José Galliani, bem mais conhecido como Toicinho Batera, conversa um pouco sobre a vida. Apenas manipulei a câmera quando senti que era necessário. Não falei nada. As vozes são do Célio Júnior, da Natália Poli e do Eduardo Vidilli, que estavam no momento da visita. Melhor dizer só isso. Assistam. Uma dica: geralmente a qualidade do arquivo baixado é […]
O Morro do Lampião é um morro verde, mesmo que vivamos num país em que morro é sinônimo de ocupação aleatória do espaço. Há apenas algumas construções ao pé, relativamente bem integradas à paisagem, e uma antena de telecomunicações intrusa no topo. O resto é natureza. Mais que resgatar a origem do nome, o porquê do Lampião, vale aqui dizer que a vista lá de […]
Gravado, precariamente, hoje. Os instrumentos são o quenacho (flauta ameríndia grande de bambu, com quatro furos) e o djambê (neste caso, de cerâmica, corda e couro). Toquei um de cada vez. A mistura (ou mixagem) de ambos foi uma gentileza espontânea do Peter Gossweiler, pra quem enviei os arquivos por e-mail. Logo em seguida flauta por um lado, djambê por o […]
A situação já era, por si, inusitadíssima: à uma e pouco, meia noite já passada, sons que pareciam de procissão ao lado da praça XV. Não era momento de nenhuma comemoração religiosa, então tinha que ser outra coisa. E era. Um grupo de teatro que ensaia na rua, fazendo experimentações vocais, o que dava um caldo sonoro semelhante a mantras budistas ou preces […]
LUME é a exposição de esculturas quânticas (assim as chamo eu) da artista plástica Clara Fernandes, que generosamente permite criação de obras derivadas. A graça foi ter visto e perceber a possibilidade de mutação imagética. Veja também álbum no Flickr com 140 fotografias (igualmente em Creative Commons). Lembrei também de um escritinho antigo meu: variações […]
O obrér cultural é dedicado à difusão do que acontece na paisagem cultural de Florianópolis. O foco é a divulgação de shows, exposições, cursos, oficinas, peças de teatro, espetáculos de dança, sessões de cinema (em espaços culturais e cineclubes), festivais, editais na área cultural, veículos de comunicação alternativos de Floripa e, por fim, um pouco da mi […]
Agradeço imensamente ao Arnaldo Russo, que também estava presente na oficina e me passou por e-mail os trechos gravados que publico agora. A gravação está com bastante ruído, e o volume é baixo. Mesmo assim acho que vale ouvir e decifrar o clima que se criou. Assim que este post passe pelas 48 horas de edição colaborativa, vou publicar aqui no Overmundo tamb […]
Passei vários anos sem televisão. Voltei a assistir há não muito tempo. Uma das surpresas boas que descobri foi o programa Instrumental SESC Brasil. Na minha tv a cabo pelo menos, o SESC TV sintoniza no canal 15 (para verificar a sintonia em todo o país, clique aqui). Tem também bons programas dedicados à dança e ao audiovisual. Hoje, ao procurar referências […]
São cigarros de tabaco negro, ou fumo de corda, enrolado na palha. A inscrição na caixinha diz "leve e suave", já que tudo neste mundo é relativo. Durante uns cinco anos, período em que tentei me manter afastado dos cigarros industriais, o Piracanjas (apelido carinhoso que nasceu com o tempo) foi meu companheiro. Convivi com algum pigarro a mais, p […]